Novo Cinema
Novo Cinema é um movimento vanguardista do cinema português que, em pleno Estado Novo, (anos 60) rompeu com a vinculação à ideologia vigente e se assumia como vanguarda, iniciando um movimento que vingaria nos anos seguintes.
Era nova forma de fazer cinema inspirou-se na Nova Vaga francesa e no movimento neo-realista italiano. Os estudantes universitários, foram os que aderiram em massa a este novo movimento, pois deixaram-se seduzir por este tipo de cinema que na altura só se assistia nas salas dos cine clubs.
Grande parte dos estudantes formaram-se na primeira cooperativa de cinema existente em Portugal, apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian (Centro Português de Cinema) e respeitada pelo estado seria uma “recta de lançamento” para jovens cineastas.
O movimento neo-realista que tanto se dedica à ficção como o documentário, prolongou-se pelos anos setenta e revelou-se ser um dos mais inovadores em toda a história do cinema português. Este movimento tinha como objectivo mostrar às pessoas, o país real. O mundo rural era desconhecido pelas pessoas da cidade
Os documentários debruçavam-se sobre os problemas e trabalho vividos pelas sociedades rural. Por outro lado, como essas populações não tinham acesso a salas de cinema foram populares (nos anos 70) as exibições de filmes muitas vezes de caris político em salas improvisadas com material básico, nos bombeiros ou até em salões paroquiais.
A procura da identidade humana – coisa que o movimento faz, com técnicas ligeiras, junto dos esquecidos, nomeadamente Trás-os-Montes e Alto Douro. Esta preocupação, presente nos filmes do Novo Cinema, tanto na ficção como no documentário, associada ao uso das técnicas ligeiras de filmagem e de captação de som, já exploradas pela Nova Vaga, é a marca dos novos cinemas.
Texto de Alexandra Teixeira
Alexandra Teixeira,
03/04/2011
Alexandra Teixeira,
03/04/2011
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