quarta-feira, 30 de março de 2011

#20

Dança Tradicional Portuguesa




A dança tradicional portuguesa difere segundo as regiões do país, cada uma respeitando a sua zona e as suas origens.
O corridinho, característico do Algarve, é dançado aos pares. Consiste no mexer-se sem sair do lugar, agitando os pés rapidamente.
A dança faz também parte do folclore local da Estremadura, tendo no entanto maior notoriedade no Algarve.
O bailinho da Madeira é a dança mais conhecida na ilha, sendo acompanhado do brinquinho, o instrumento regional tradicional, feito de castanholas, fitilhos e bonecos de paus, vestidos com o traje regional que, quando chocalhados contra a cana que os sustem, emite som.
O Minho é rico em danças tradicionais, como o Vira, a Cana Verde e o Malhão, sendo que o que sobressai, para além da dança em si, é o vestuário das mulheres. É composto por vários acessórios e cores, de forma a adornar o bailado e tornar o ambiente mais bonito e elegante.
No Ribatejo é o Fandango que tem lugar, sendo este uma espécie de dança de sedução, em que o homem gira em torno da mulher cantando e gritando de forma entusiasta. Alternativamente, a dança poderá ser feita por dois homens que ‘competem’ entre si, sapateando o melhor que puderem.
Por sua vez, em Trás-os-Montes, são os Pauliteiros de Miranda que realizam uma dança muito importante no folclore da região. Os homens, vestidos com os trajes típicos, enfrentam-se com palotes, sendo que a dança evolui ao som destes a baterem uns nos outros. Nesta dança não entram mulheres, e o seu símbolo é a Capa de Honra.
Por fim, na província do Douro Litoral, o folclore mostra-se rico em danças tradicionais, como a ‘Chula’, os ‘Malhões’, os ‘Viras’ e as ‘Rusgas’. O folclore, no geral, mostra-se bastante animado, apenas não ultrapassando o Minhoto. No final das danças, é costume lançar-se fogo de artifício.

Texto de Cristiana Pais


Cristiana Pais,
30/03/2011

terça-feira, 29 de março de 2011

#19

Ballet Contemporâneo








Tendo o ballet clássico e a dança moderna como influências, surge o ballet contemporâneo. Utilizando a técnica e o trabalho nas pontas dos pés, permite, no entanto, maior amplitude de movimentos incomuns nas tradicionais escolas deste tipo de dança.
George Balanchine é frequentemente considerado como tendo sido o pioneiro do género, através do desenvolvimento do ballet neoclássico.





Texto de Cristiana Pais

 
Cristiana Pais,
29/03/2011

#18

Ballet Neoclássico






O ballet neoclássico poderá ser encarado como uma vertente que utiliza do mesmo vocabulário do clássico, contudo menos rigidamente. Os dançarinos submetem-se a ritmos mais extremos e realizam passos tecnicamente mais exigentes, sendo o espaçamento neste género mais moderno e complexo que no ballet clássico, sendo caracterizado pelo ênfase dado à sua estrutura.
“Apollo”, de George Balanchine, apresentado em 1928, é considerado como o primeiro ballet neoclássico.




Texto de Cristiana Pais


Cristiana Pais,
29/03/2011

#17

Ballet Clássico






O ballet clássico é o mais metódico dentre todos os estilos, para além daquele que mais incorpora técnicas tradicionais. Dentre o género há variações, tendo em conta a área de origem, embora todos tenham em conta os ensinamentos de Blasis.
Apesar do peso inicial das pontas das sapatilhas de ballet, de modo a permitir que a bailarina ficasse em pontas, actualmente uma “caixa” que abriga a ponta dos pés e os abriga. Na modalidade, alinhamento, postura e posicionamento são ainda características vitais para o praticante ser bem-sucedido.


Texto de Cristiana Pais


Cristiana Pais,
29-03-2011

#16

Ballet







O Ballet é um estilo de dança que surgiu em Itália, durante a Renascença. Ganhou fama nas cortes francesas de Luís XIV, facto que influenciou a formação do vocabulário característico deste tipo de dança. Com o declínio da sua prática depois de 1830, continuou a ser aperfeiçoado na Dinamarca, Itália e Rússia.
Este é um tipo de dança bastante influente a nível mundial, possuindo uma forma altamente técnica, um alto grau de exigência e necessidade de grande prática, sendo as suas técnicas usadas noutros tipos de dança. As diferentes técnicas de ballet são coreografadas e realizadas por artistas formados e também acompanhadas por arranjos musicais.
Pouco antes da 1ª Guerra Mundial, esta dança foi reintroduzida na Europa por uma empresa russa. Esta tornou-se o destino de muitos bailarinos russos que fugiam da fome e agitação consequentes da revolução bolchevique e que, mais tarde, trouxeram muitas das inovações coreográficas e estilísticas que tinham florescido aquando dos czares.
No século XX continuou a desenvolver-se, tendo surgido o ballet neoclássico. Juntava-se assim ao ballet contemporâneo e o ballet pós-estrutural, oriundos da Alemanha.


Texto de Cristiana Pais


Cristiana Pais,
29/03/2011

#15

Grupo Kadinsky Escondido Atrás da Tela: Visita de Estudo à Casa Museu Teixeira Lopes



Tal como havia já sido explicitado no primeiro post deste Blog, o grupo “Kadinsky Escondido Atrás da Tela” tem como objectivo principal criar e dinamizar iniciativas associadas ao mundo da Arte e da Cultura.
O propósito do nosso alvo destina-se não só a criar um maior contacto entre os alunos da Escola Secundária Inês de Castro com as diferentes vertentes culturais existentes, mas também a despertar na camada jovem uma maior curiosidade, permitindo-lhes uma aquisição de novos conhecimentos mais produtiva.
O desenrolar destas actividades terá lugar no 3º Período do ano Lectivo 2010/2011, sendo que a primeira notícia que o grupo tem a dar nesse sentido passa pela realização de uma Visita de Estudo à Casa Museu Teixeira Lopes, em Gaia.
Esta Visita de Estudo desenrolar-se-á no dia 3 de Maio, ou seja, a uma terça-feira, da parte da tarde, pelas 15h. Contaremos então com um guia, que ajudará os alunos a compreender melhor o conteúdo deste Museu.
Os alunos que quiserem deslocar-se connosco até à Casa Museu Teixeira Lopes deverão entrar em contacto com um dos membros do grupo, já que a iniciativa foi formulada para um limite de 20 a 30 pessoas. Contudo, o meio de transporte utilizado ficará inteiramente à responsabilidade de cada um.
Para mais informações, desloquem-se ao Pavilhão B ou à Sala da Associação de Estudantes, de modo a esclarecerem-se junto da Presidente da Lista M.
Mais notícias e novas iniciativas em breve.


Inês Cardoso,
29/03/2011

#14

Nouvelle Vague




Entendemos por Nouvelle Vague, um movimento artístico presente no cinema francês, que surgira aliado à vaga contestatária característica dos anos sessenta. Contudo, a origem desta manifestação é atribuída a Françoise Giroud, em meados de 1958, através da revista L’Express.
Apesar da actual aclamação deste estilo, o momento do seu surgimento caracterizou-se por uma ausência de apoio financeiro e pela juventude dos seus autores, que pretendiam fugir aos padrões vigentes no cinema comercial.
Como sabemos, o período do pós-guerra fora extremamente conturbado, sendo tal espírito manifestado nas mais diferentes áreas artísticas. Assim, vários jovens e críticos uniram-se, com o objectivo de repor o destaque do director sobre o roteirista, regressando à tradição que se mantivera no cinema francês até 1930.
 As linhas que marcaram todo este movimento assentaram na própria ruptura com os moldes estabelecidos, sendo que a ausência de moral, expressada nos diálogos e nos próprios modelos de montagem, se tornara o expoente máximo desta vertente.
Embora o marco inaugural seja, claramente, “Le Beau Serge”, de Claude Chabrol, rapidamente outros filmes surgiram, sendo que todos estes cineastas reprovavam o trabalho de grandes argumentistas franceses, como por exemplo Jean Delannoy, Christian-Jacque, Gilles Grangier, Aurenche e Bost, elevando, simultaneamente, os mestres do “film noir”, Jean Renoir, Robert Bresson, Jacques Tati e Jean Vigo.
Também figuras como Jean-Luc Godard, François Truffaut, Alain Resnais, Jacques Rivette, Claude Chabrol e Eric Rohmer contribuíram para o impulsionamento desta corrente, através das críticas que desenvolveram na revista “Cahiers du Cinéma”, na qual teorizaram sobre as exigências de um cinema de autor.
Posteriormente, diferentes caminhos foram seguidos por estes mesmos criadores. Godard continuara o seu cinema experimental e com argumentos pretensiosos, enquanto Truffaut optara por uma veia mais classicista, obtendo um alargado número de admiradores. Por outro lado, Alain Resnais fora consolidando a sua fama de Guru, tendo sido o autor de dois importantíssimos filmes, “O Último Ano em Marienbad” e “Providence”, no campo do “Cinema de Autor”.
A influência a nível mundial deste movimento tivera também o seu manifesto nos Estados Unidos da América, especialmente através dos realizadores da “Nova Hollywood”. A homenagem prestada a esta vaga iniciara-se com “Bonnie and Clyde” de Arthur Penn, prologando-se até ao fim dos anos sessenta até aos anos setenta.
Os cineastas Nouvelle Vague ficaram então conhecidos como os novos turcos, sendo que se reuniam em cineclubes de modo a discutirem as obras americanas. Este movimento apresenta-se assim como fortemente marcado pela ruptura com o cinema de estúdio, ou seja, com o modelo mais reconhecido no território francês durante a década de 40.
Em suma, a Nouvelle Vague incorpora estilos e posturas Pop Art, unindo-as ao teatro épico, utilizando textos de Balzac Manet e Marx. Assim, torna-se possível encontrar neste movimento um misto de questionamento, erotismo e romantismo.


Texto de Inês Cardoso


Inês Cardoso,
29/03/2011

#13

Cinematógrafo





 
A história do cinema está directamente ligada aos irmãos Lumière. Embora o cinematógrafo tenha sido inventado pelo francês Léon Bouly em 1895, este perdeu a patente, tendo sido registado então em Fevereiro desse ano pelos irmãos Lumière.
O cinematógrafo foi um aperfeiçoamento feito a partir do cinetoscópio de Thomas Edison.
Com a invenção deste aparelho inicia-se a história do cinema. Este permite registar uma série de instantâneos fixos chamados fotogramas e com a ajuda de uma lente, projecta as imagens numa tela ou ecrã, criando a ilusão de movimento. No fundo é a nossa retina que produz essa ilusão.
Para que se produzisse um filme, os irmão Lumière aplicaram no cinematógrafo um dispositivo de obturação em forma de cruz de malta, usando uma película perfurada de 35mm com um processo de arrasto que permitia que cada fotograma se imobilizasse por um instante para ser impressionado como na máquina fotográfica ou iluminado no projector que reflectia a imagem numa tela.
A primeira demonstração pública foi feita em La Ciotat no sudeste de França, em 28 de Fevereiro de 1895. A primeira exibição comercial foi feita em Dezembro desse mesmo ano, também em Paris no Grand Café, tendo sido comercializada por eles próprios, embora rapidamente surgissem noutros países réplicas do invento.
A partir daí os irmãos Lumière ainda produziram bastantes filmes documentários, tendo formado equipas de operadores que corriam o mundo para os fazerem. Eles não tinham intenções comerciais tendo sempre recusado a venda do seu invento. Contudo, Georges Méliès, também francês, conseguiu comprar um aparelho idêntico a um inventor industrial, começando a criar fantasias e dando assim origem ao grande sucesso do cinema de ficção.


Texto de Alexandra Teixeira

Alexandra Teixeira,
29/03/2011