domingo, 3 de abril de 2011

#25

Sapateado




Na primeira metade do século XIX, desenvolveu-se o chamado sapateado americano (nos Estados Unidos da América). Consistia em unir os ritmos e danças dos escravos, que já possuíam um estilo de dança próprio baseado nos sons corporais, com os estilos de sapateado praticados pelos imigrantes irlandeses e colonizados ingleses.
A forma irlandesa do sapateado, também chamada de Irish Tap Dance, concentra-se nos pés e o tronco tem que estar permanentemente rígido, já os americanos esbanjam ritmos sincopados e movimentam o corpo todo, abrindo a dança para o estilo próprio de cada bailarino. O sapateado americano conseguiu acrescentar a dança e toda a riqueza do movimento corporal ao sapateado irlandês. Com isso criou uma modalidade de dança ímpar e que se espalharia por todo o território dos Estados Unidos da América bem como em outros países, durante o século XX.
Graças aos grandes musicais com a participação de nomes como Fred Astaire (grande mestre do sapateado), Gene Kelly, Ginger Rogers, Vera-Ellen e Eleanor Powell na década de 30 o sapateado ganhou força e popularidade. Depois de um período de declínio do final da década de 50 ao início dos anos 70, nomes como Gregory Hines e, em especial, Brenda Bufalino (directora da American Tap Dance Foundation) revitalizaram o sapateado americano, impulsionando toda uma nova geração, de onde surgiram nomes como o do grande astro Savion Glover, recentemente coreógrafo dos pinguins do filme Happy Feet.
Profissionais de sapateado americano realizam periodicamente workshops e shows internacionais, levando a arte do sapateado para diversos países: além da Irlanda e Estados Unidos, países como França, Austrália, Alemanha, Espanha, Israel e Brasil possuem grupos, coreógrafos e estúdios de sapateado de expressão.


Texto de Alexandra Teixeira


Alexandra Teixeira,
03/04/2011

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