Dança Tradicional Portuguesa
A dança tradicional portuguesa difere segundo as regiões do país, cada uma respeitando a sua zona e as suas origens.
O corridinho, característico do Algarve, é dançado aos pares. Consiste no mexer-se sem sair do lugar, agitando os pés rapidamente. A dança faz também parte do folclore local da Estremadura, tendo no entanto maior notoriedade no Algarve.
O bailinho da Madeira é a dança mais conhecida na ilha, sendo acompanhado do brinquinho, o instrumento regional tradicional, feito de castanholas, fitilhos e bonecos de paus, vestidos com o traje regional que, quando chocalhados contra a cana que os sustem, emite som.
O Minho é rico em danças tradicionais, como o Vira, a Cana Verde e o Malhão, sendo que o que sobressai, para além da dança em si, é o vestuário das mulheres. É composto por vários acessórios e cores, de forma a adornar o bailado e tornar o ambiente mais bonito e elegante.
No Ribatejo é o Fandango que tem lugar, sendo este uma espécie de dança de sedução, em que o homem gira em torno da mulher cantando e gritando de forma entusiasta. Alternativamente, a dança poderá ser feita por dois homens que ‘competem’ entre si, sapateando o melhor que puderem.
Por sua vez, em Trás-os-Montes, são os Pauliteiros de Miranda que realizam uma dança muito importante no folclore da região. Os homens, vestidos com os trajes típicos, enfrentam-se com palotes, sendo que a dança evolui ao som destes a baterem uns nos outros. Nesta dança não entram mulheres, e o seu símbolo é a Capa de Honra.
Por fim, na província do Douro Litoral, o folclore mostra-se rico em danças tradicionais, como a ‘Chula’, os ‘Malhões’, os ‘Viras’ e as ‘Rusgas’. O folclore, no geral, mostra-se bastante animado, apenas não ultrapassando o Minhoto. No final das danças, é costume lançar-se fogo de artifício.
Texto de Cristiana Pais
Cristiana Pais,
30/03/2011

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